Cais




Cais
Uns partem...
Outros chegam...
Há os que se despedem...
E os que esperam.
E nesse movimento,
Sentimentos se misturam aleatoriamente.
Da grande euforia...
Ao mais profundo pesar.
Mas algo ali permanece...
Observa...
O mar,
Sempre presente em sua dança revoluta...
Murmureja segredos que poucos conseguem escutar.
Os cenários se alternam numa sequência orquestrada...
Numa aurora brumejante surge o sol para clarear as sombras das incertezas angustiantes.
Um dia de raios fulgurantes nos brinda com luminosidade dos grandes espetáculos...
E vem a chuva...
Tempestades assombrosas...
O céu em fúria desaba sobre o espelho que as reflete!
E depois da revolta,
O choro solitário trás as cores num arco de esperança...
E os olhos se encantam com tanto esplendor.
E a noite chega...
Trazendo uma grande dama, Que majestosa reina...
Com seu lume difuso...
E nos rouba toda atenção,
Escondendo sobre seu manto estrelado...
Os mistérios da Criação!
Mas nosso personagem ali sempre presente,
Se deixa ficar...
Como parte dessa encenação,
E mais do que isso,
O ponto permanente...
Ancoradouro seguro,
Onde tudo acontece na sua presença sutil...
Mas que generoso...
Permanece silencioso na sua onipresença que acolhe a todos sem nada reivindicar.

DayseGhaya

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